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Capes vai sofrer com corte de verbas em 2020

Anúncio feito pelo ministro da Educação visa corte de verbas na Capes, em 2020
600 milhões

Em projeto de lei orçamentária enviada ao Congresso, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou o corte da metade do orçamento da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) em 2020. A Capes é a principal responsável pelas bolsas de mestrado e doutorado no país. O argumento do ministro é que o corte é necessário para garantir que as universidades federais mantenham no ano que vem a mesma verba, já em contingenciamento, deste ano de 2019.

Foram reservados somente R$ 2,2 bilhões para a Capes, visando os R$ 4,3 bilhões previstos neste ano. “Quase tudo vai ficar igual ou melhor. O único lugar que teremos de apertar e vai aparecer número ruim será na Capes. Vai sair o número, e o pessoal vai gritar, mas será resolvido”, disse o ministro da Educação.

No ano de 2019, a Capes já sofreu cortes consideráveis em seu orçamento e precisou congelar milhares de bolsas que seriam oferecidas a novos pesquisadores. O valor projetado no orçamento de 2020 da Capes, porém, é insuficiente para manter até mesmo bolsas atualmente em andamento.

O projeto de lei orçamentária destina R$ 101,2 bilhões para o Ministério da Educação no ano que vem, verba que deverá arcar com todas as suas despesas obrigatórias, como os salários, e discricionárias, usadas para bancar custeio e investimento. Contudo, trata-se de uma queda significativa ante os R$ 123 bilhões aprovados para 2019.

No mês de junho deste ano, a Capes já havia anunciado oficialmente que cursos que receberam nota 3 nas duas últimas avaliações ou queda em avaliações mais longas teriam congelamento na entrada de novos bolsistas a partir deste mês. Com exceção da região da Amazônia Legal, estes cursos tiveram redução de 70% para novas bolsas, conforme anunciou Zena Martins em uma entrevista coletiva.

Ao todo foram barradas novas bolsas a 2.724 projetos de pesquisa, o que representa quase 3% do total de bolsas à pós-graduação. Segundo aquele anúncio, nenhum bolsista corrente seria afetado, cenário que deverá se complicar ainda mais a partir do ano que vem.

Fonte Sul 21

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