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Pesquisa

Capes investe R$ 2,6 milhões em pesquisas na Antártica

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), vai investir R$2.624.400 no Programa Antártico Brasileiro (ProAntar). O objetivo é aprofundar os estudos sobre a importância da Antártica para o clima no planeta e ampliar as oportunidades para que o Brasil tenha mais pesquisadores focados nessa área.

A iniciativa é fruto de acordo firmado entre a Capes, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O termo vigora até 2023 e chega ao valor total de R$ 18 milhões. Com os recursos da Capes, são financiados 15 projetos de pesquisa com a concessão de 48 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

No ano passado, a Capes destinou R$ 578,8 mil ao programa e, em 2020, serão investidos mais R$ 850 mil. “Esse investimento é um grande incentivo para a formação de recursos humanos para a pesquisa na Antártica. Assim, podemos formar uma nova geração de cientistas que muito contribuirá com o país exterior”, disse o presidente da Capes, Anderson Correia.

Um dos selecionados, o Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) inicia o trabalho de campo em fevereiro. Os pesquisadores irão estudar, durante três anos, os processos de ventilação oceânica e o ciclo de carbono na Antártica. “No entorno do continente é formado um grande volume de água com forte relação com o clima. Queremos analisar, por exemplo, aspectos biológicos e químicos na área e como isso contribui na previsão do tempo”, descreve o professor Maurício Magalhães Mata, que coordena o projeto, que envolve vários bolsistas financiados pela Capes.

Outro projeto, que vai estudar uma geleira específica do continente, é realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA). “Vamos analisar a cobertura do gelo acoplada a uma rocha e acompanhar a dinâmica do descongelamento”, comenta Jandyr de Menezes Travassos, que coordena o trabalho. A equipe irá à Antártica a partir de dezembro.

As pesquisas financiadas seguem nove eixos:- Papel da criosfera no sistema terrestre e as interações com a América do Sul.- Dinâmica da alta atmosfera na Antártica, interações com o geoespaço e conexões com a América do Sul.- Mudanças climáticas e o Oceano Austral.- Biocomplexidade dos ecossistemas antárticos, suas conexões com a América do Sul e mudanças climáticas.- Geodinâmica e história geológica da Antártica e suas relações com a América do Sul.- Química dos oceanos, geoquímica marinha e poluição marinha.- Ciências humanas e sociais.- Biologia humana e medicina polar.- Inovação em novas tecnologias.

Nova estação – Na quarta-feira, 15 de janeiro, o governo federal inaugurou a nova unidade da Estação Antártica Comandante Ferraz. O local é composto por um conjunto de laboratórios para a realização de pesquisas brasileiras sobre o tema. A nova instalação substitui a anterior, destruída por um incêndio há oito anos.

O Proantar foi criado em 1982 e colocou o Brasil no grupo de 29 países que definem o futuro da Antártica e do Oceano Austral. O objetivo do programa é ampliar o conhecimento científico no continente para compreender os fenômenos e a influência deles sobre o território brasileiro.

A Antártica é o principal regulador térmico do planeta, pois controla as circulações atmosféricas e oceânicas e detém 90% do gelo e 70% da água doce, influenciando o clima e as condições de vida na Terra.

Fonte: EBC

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