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Conferência para debater a alfabetização no Brasil

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Nesta terça-feira (22), iniciou-se a Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), que teve mais de 200 participantes, e foi dirigida e organizada pelo Ministério da Educação. Alguns especialistas nacionais e internacionais debatem sobre as experiências que deram certo pelo mundo. O objetivo é incluir as boas práticas no processo de alfabetização nas escolas e nas famílias brasileiras.

O início do evento teve a participação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, o secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Correia, o presidente científico da Conabe, Renan Sargiani, e o deputado federal Gastão Vieira (Pros-MA). A sede da Capes, em Brasília, é o local de realização da conferência.

Alguns países ao redor do mundo fundamentaram as políticas de alfabetização pelas evidências científicas, por exemplo: Reino Unido, Estados Unidos e França. Ou seja, foram utilizados métodos embasados em pesquisas que garantem um melhor ensino e uma melhor aprendizagem. A ideia é trazer esse método para o Brasil.

O ministro da Educação afirmou que a busca da verdade é científica, e é um processo lógico, racional e cartesiano.

Outro incentivador para esse trabalho é o relatório “Alfabetização infantil: os novos caminhos”, que a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, no ano de 2003, produziu. Na época o presidente do colegiado era Gastão Vieira. “Fico emocionado ao ver o trabalho sério que fizemos, enfim, ser reconhecido e utilizado como referência”, disse. Na Conabe, será lançada a terceira edição da obra, a segunda é do ano de 2007.

A Conabe faz parte ainda de ações de implementação da Política Nacional de Alfabetização (PNA), instituída pelo governo federal em abril. O evento será realizado até a próxima sexta-feira (25). “Neste encontro será formulado o Relatório Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Renabe), que subsidiará futuros programas de alfabetização do país”, explicou Carlos Nadalim.

A conferência traz o tema: “A Política Nacional de Alfabetização e o Estado da Arte das Pesquisas sobre Alfabetização, Literacia e Numeracia”, o evento terá diferentes espaços de palestras com debates e trocas de experiências, e será dividido em 10 eixos temáticos, sendo eles:

Ciências cognitivas e pesquisas translacionais em alfabetização; aprendizagem e desenvolvimento da leitura e da escrita; bases neurobiológicas da aprendizagem da leitura e da escrita; autorregulação comportamental, cognitiva, emocional e motivacional no processo de alfabetização; dificuldades e distúrbios da leitura e das escrita, e desafios na alfabetização em diferentes contextos; planejamento e orientações curriculares para o ensino de literacia e numeracia; abordagens e práticas de ensino da leitura e da escrita; numeracia e ensino de matemática básica; formação e desenvolvimento profissional  de professores; e avaliação e monitoramento da aprendizagem de leitura, escrita e matemática básica.

Ao final da conferência, especialistas irão debater em um painel de discussões com atividades e dinâmicas voltadas à coleta e análise de dados científicos, práticas pedagógicas, materiais didáticos e orientações curriculares, que produzirão recomendações com base em pesquisas científicas.

Renan Sargiani, presidente científico da Conabe, é neurocientista. E de acordo com a sua visão, a Conabe tende a estimular “um trabalho com base em evidências científicas, afastado de crenças e ideologias”.

Fonte MEC.

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