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Educação Básica

Conselho de Educação propõe EaD nas escolas do DF durante quarentena

Conselho

O Conselho de Educação do Distrito Federal entregou à Secretaria de Educação propostas para o cumprimento do calendário letivo de 2020. Desde 12 de abril, as atividades nas instituições de ensino públicas e privadas estão paralisadas na capital para conter a pandemia de coronavírus. Em 14 de abril, o decreto foi prorrogado por mais 15 dias. O parecer, aprovado pelos conselheiros nesta terça-feira (24), defende, entre as alternativas, o ensino a distância para recuperar as aulas (veja todas as propostas abaixo).

Os conselheiros sugerem que as aulas, por meio de dispositivos eletrônicos, comecem no próximo dia 5 de abril, data limite do último decreto. A Secretaria de Educação aprova a ideia, no entanto, a palavra final deverá ser dada pelo governador, que até a publicação desta reportagem não havia se manifestado. No parecer, os conselheiros falam da necessidade das escolas reorganizarem o calendário de 2020 “para que possam cumprir os dias letivos e a carga horária estabelecida por lei”.

As alternativas propostas para a recuperação das aulas, segundo o conselho, são as seguintes:

  • Ampliação da jornada escolar diária
  • Dilatação do ano letivo de 2020, podendo usar dias letivos de 2021
  • Uso de atividades não presencias/ ensino a distância, em compensação das aulas presenciais

O secretário de educação João Pedro Ferraz, disse que, se aprovada a ideia pelo governador, parte do conteúdo já deve estar disponível para os alunos no começo do mês de abril. Segundo ele, as aulas deverão ser disponibilizadas por meio de um aplicativo em que o acesso pelas operadoras de celular será patrocinado pelo GDF. “Esse projeto já estava em desenvolvimento pela secretaria, mas agora foi ampliado por consequência da pandemia de coronavírus.”

Para o especialista em educação Nilton Alves Ferreira, as aulas por meio da internet – de forma complementar – são válidas. No entanto, “considerá-las como reposição de dias letivos é muito complicado”, diz ele. “Muitos alunos não têm computador em casa e grande parte mora, ou está, em locais onde não tem internet. E aí, como é que fica? Não tem como darmos tratamento igual para todos os alunos.”

O secretário de Educação afirma que 90% dos estudantes da rede pública do Distrito Federal têm celular, computador ou tablet. João Pedro Ferraz reconhece que talvez a pasta não consiga resolver todos os problemas, “mas vamos resolver o máximo que for possível”, aponta. “A preocupação maior é com os alunos do último ano, das séries finais, porque esses alunos, se não conseguirem reposição, eles vão perder o ano.”

Fonte: G1

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