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Corte na Capes vai impactar em cursos com nota alta

Novo corte na Capes vai impactar em cursos com nota alta de avaliação, e cursos de pós-graduação
600 milhões

O mais recente corte de bolsas anunciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai impactar pesquisas desenvolvidas até em cursos com alta nota de avaliação.

O novo corte, anunciado no início de setembro (2), vai atingir 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no Brasil a partir deste mês. É o terceiro comunicado do tipo neste ano. A Capes, no entanto, não informou as pesquisas que seriam afetadas porque só tem acesso àquelas que estão ativas. Ao todo, a Capes vai deixar de oferecer cerca de 11 mil bolsas e não serão aceitos novos pesquisadores em 2019.

Em junho, quando havia anunciado outro corte que atingiu 2,7 mil bolsas, a Capes afirmou que os cursos impactados seriam os de avaliação 3. Desta vez, serão todos. As notas variam de 1 a 7 e são usadas como referência para que as agências de fomento nacionais e internacionais possam distribuir bolsas de estudo, por exemplo.

Segundo a Associação Nacional de Pós-Graduação (ANPG), o corte atingirá 3/4 dos pesquisadores de mestrados e doutorados stricto sensu. “Essa medida impacta diretamente o sistema de pós-graduação, responsável por 90% da produção científica do país”, afirma a entidade.

“Essas políticas irracionais do governo causam prejuízos incalculáveis à produção de conhecimento, colocam em risco instituições de Estado fundamentais a qualquer aspiração de projeto de desenvolvimento nacional e reduzem o futuro do país à eterna condição de subdesenvolvimento, atraso e dependência”, afirma a ANPG, em nota.

O MEC divulgou que, em 2020, a Capes só terá metade do Orçamento de 2019. Foram reservados R$ 2,2 bilhões para a instituição frente os R$ 4,25 bilhões previstos neste ano.
Na proposta de orçamento para 2020, a perda prevista para todo o MEC é de 9%. De acordo com o governo, o corte de bolsas da Capes vai representar uma economia de R$ 37,8 milhões em 2019.

Fonte G1

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