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Em evento, CAPES cita união em defesa da pós-graduação

A presidente da CAPES, Cláudia Queda de Toledo, destacou nesta segunda-feira, 29 de novembro, a importância de a comunidade acadêmica e científica brasileira unir esforços em defesa da pós-graduação. Ela ressaltou que uma atuação conjunta, pautada pelo diálogo, é o caminho para que o judiciário e o Ministério Público entendam a importância da retomada da Avaliação Quadrienal 2017-2020, suspensa por decisão judicial.

Cláudia afirmou ser necessário explicar, de forma clara, o porquê de o processo avaliativo ser essencial: “Cabe à CAPES, com apoio da comunidade acadêmica e científica, levar ao juiz e ao Ministério Público elementos que comprovem a falta de compreensão deles do que é de fato todo esse arsenal estruturante da Avaliação Quadrienal”, disse em reunião por videoconferência promovida pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O processo avaliativo é o principal controle de qualidade da pós-graduação brasileira e é peça-chave para o planejamento desse nível da educação para o País que avalia quase 5 mil programas de pós-graduação (PPG).

Para Renato Janine Ribeiro, presidente da SBPC, é necessário “qualificar a mão-de-obra brasileira” e a suspensão da Avaliação Quadrienal “é um problema a se tratar”. Cláudio Henrique de Carvalho, presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), afirmou que os representantes da comunidade acadêmica e científica precisam ser “propositores de futuro para o Brasil”.

Ex-presidentes da CAPES também estiveram na reunião. Carlos Cury observou que “o apoio público é decisivo” para a pós-graduação, enquanto Carlos Nobre enfatizou que “se não fosse pela valorização da pós-graduação, não teríamos atingido os valores de colaboração para a ciência mundial que chegamos a atingir”.

Vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader afirmou ser preciso haver uma atuação pautada por argumentos “incisivos e diretos ao ponto” em defesa da Avaliação Quadrienal. Ana Flávia Calé, presidente da Associação Brasileira de Pós-Graduandos (ANPG), pontuou que a não retomada do processo “traz prejuízos importantes” para a educação brasileira. Já Alfredo Macedo Gomes, suplente da 1ª vice-presidência da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), citou a importância de se encontrar “os melhores caminhos para resolver os desafios presentes”.

Censo da pós-graduação

A presidente da CAPES citou a Portaria nº 191, de 2021, que institui o censo da pós-graduação brasileira, como ato de inclusão da atual gestão. Por ele, será possível obter dados diretos, socioeconômicos, sobre o perfil dos pós-graduandos do País.

Referindo-se à assinatura da portaria, Cláudia de Toledo explicou: “Meu ato não é no sentido de reivindicar protagonismo. É o registro de uma necessidade histórica e que deve ter todos nós como protagonistas”. O censo será mais uma ferramenta para o Sistema Nacional de Pós-Graduação e coexistirá com a Avaliação Quadrienal.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da CAPES

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