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Ensino técnico estimulado por programa do MEC

programa de ensino técnico

O Ministério da Educação lançou nesta terça-feira (8) um programa federal para estimular o ensino técnico, chamado “Novos Caminhos”. A proposta é atender 4,2 milhões de pessoas, entre elas os estudantes que fazem o ensino médio e os jovens e adultos que não trabalham e não tem formação.

Em meio à crise econômica e aos cortes no orçamento que atingem o ensino superior, a proposta do governo é formar profissionais que atendam à demanda de postos de trabalho que exigem menor qualificação.

De acordo com o MEC, o objetivo do governo é: Alinhar a oferta de cursos às demandas do setor produtivo; apoiar a implementação do itinerário da Formação Técnica e Profissional no ensino médio; alavancar o reconhecimento social e econômico da formação técnica e profissional; e integrar dados e estatísticas para subsidiar planejamento e gestão da Educação Profissional e Tecnológica.

O MEC afirma que estão previstos editais em apoio a projetos de iniciação tecnológica que somam R$ 5 milhões. No trimestre encerrado em agosto, o Brasil registrou 12,6 milhões de desempregados segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Um dos trabalhos usados pelo governo federal para embasar o programa Novos Caminhos, apresentado no site do MEC, apresenta dados que mostram que “a realização de cursos de formação profissional não proporciona, necessariamente, maior facilidade para a inserção ocupacional”.

“Entre as 20 ocupações mais comuns entre os que concluíram o Técnico, treze são também as mais recorrentes entre o total de ocupados com nível médio. Essa constatação leva à reflexão sobre a configuração do mercado de trabalho brasileiro, que se baseia principalmente em postos de trabalho dos setores do comércio e de serviços, que não exigem esse tipo de qualificação, possuem longas jornadas, baixa remuneração e recebem a maior parte dos jovens no primeiro emprego”, afirma o texto do projeto.

Por outro lado, quem teve formação e conseguiu um emprego pode elevar a renda em 20%, segundo o Dieese.

“Em valores monetários, os que concluíram ensino técnico ganhavam, em média R$ 1.961, 19,5% acima do valor recebido pelo total de ocupados com nível de escolaridades semelhante, que equivalia a R$ 1.641. No caso dos que realizaram cursos de qualificação profissional, o rendimento médio correspondia a R$ 1.644, 20,3% a mais do que os R$ 1.367 auferidos pelo total dos ocupados.”

Fonte G1

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