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Especialistas defendem políticas educacionais voltadas para os mais pobres

A Comissão de Educação do Senado, realizou nesta terça-feira (12), audiência pública com especialistas em políticas educacionais do governo. Foi consenso que essas devem ser direcionadas aos mais pobres se o Brasil quiser atingir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

De acordo com dados apresentados, as metas de universalizar as matrículas das crianças com idades entre 4 e 5 anos na educação infantil e entre 6 e 14 anos no ensino fundamental já estão 90% cumpridas.

Apesar dos números aparentemente positivos, o total de matrículas na educação infantil é quatro vezes menor entre os alunos mais pobres em comparação com os mais ricos. E o percentual de jovens fora do ensino médio é de 14% entre os mais ricos, enquanto 50% dos adolescentes mais pobres entre 14 e 17 anos não está estudando.

Além disso, somente 45,4% das crianças mais pobres são consideradas alfabetizadas até o terceiro ano do ensino fundamental, enquanto 98% das crianças com melhor condição financeira já estão alfabetizadas aos oito anos de idade.

Também foi discutido na audiência pública a busca pelos 2,5 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos que estão fora da escola.

Indicadores do Observatório do PNE mostram que as desigualdades educacionais no Brasil começam antes mesmo do ensino formal: enquanto 53% dos bebês entre 0 e 3 anos das famílias com melhor condição socioeconômica estão em creches; apenas 21,9% das famílias mais pobres têm acesso a esses estabelecimentos.

(Com informações da Rádio Senado e Agência Senado)

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