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Graduação a distância: 8 em cada 10 universitários da região de Campinas têm entre 25 e 79 anos

A opção de cursar a graduação a distância na região de Campinas (SP) é preferência de um público considerado tardio, de acordo com um estudo de inteligência educacional do Quero Bolsa, plataforma digital especializada no acesso ao ensino superior no Brasil. Oito em cada dez universitários têm entre 25 e 79 anos.

O levantamento, feito a pedido do G1, comparou os ingressantes na modalidade a distância (EaD) com alunos novos de cursos presenciais, e o resultado foi uma proporção oposta: 79,72% dos EaD entraram mais tarde na graduação, enquanto 68,79% dos presenciais começaram a estudar na faixa etária até os 24 anos, na região.

O estudo foi feito com base nos dados coletados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para elaborar o Censo da Educação Superior mais recente, de 2017.

Dados obtidos pelo Quero Bolsa mostram um aumento expressivo no número de universitários que optaram pelo ensino a distância nos últimos anos, na região. Entre 2010 e 2017, o salto foi de 288,96%, enquanto a variação na modalidade presencial foi de 7,37%.

Segundo a instituição – que atua no ingresso de pessoas no ensino superior junto a mais de 1,3 mil instituições de ensino no Brasil -, as mensalidades dessa modalidade a distância são mais baratas do que as de cursos presenciais, e a facilidade em adequar carga horária e estudos à rotina de trabalho provoca adesão de adultos de diversas idades.

“O curso EaD tem uma característica que ele força o aluno a ser mais ativo no processo de aprendizado. As pessoas precisam ter mais autonomia. O EaD exige que você aprenda a aprender”.

De maneira homogênea, é possível perceber estudantes de 17 a 50 anos no EaD, enquanto faculdades presenciais concentram mais alunos de 17 a 24 anos.

Em busca de recolocação

Motorista bilíngue de transporte executivo, André Luis dos Santos Pachioni, 42 anos, espera concluir neste semestre a graduação em logística, que está cursando a distância em uma universidade de Campinas.

Segundo Pachioni, a liberdade de poder estudar no tempo livre entre as viagens foi um fator decisivo para que conseguisse ingressar na faculdade. “O meu é semipresencial, preferi assim para me ajudar a manter o controle, o ritmo”.

Rede pública, mulheres e pedagogia

No caso do EaD, alunos que estudaram em escolas públicas no ensino médio representam 88% do total dos ingressantes.

Mulheres são maioria tanto nos cursos presenciais como nos a distância, mas têm maior representatividade no EaD. São 57% na região de Campinas, contra 51,49% no ensino presencial. O curso com maior número de inscritos é o de pedagogia.

“Existe a possibilidade de utilizar o ensino de uma maneira mais híbrida, dividir o presencial com o ensino a distância, é uma tendência internacional. Já é possível fazer cursos de enfermagem, por exemplo, assim”, explica Rui Gonçalves.

Segundo ele, o último censo da educação mostrou que, se não fosse o EaD, haveria uma queda no número de pessoas matriculadas em faculdades no Brasil. “O EAD compensou uma perda no ensino presencial”.

A modalidade a distância, no entanto, ainda não atingiu um alto percentual de estudantes negros, pardos e indígenas na região, de acordo com o levantamento.

  • 12,11% pardos
  • 4,22% negros
  • menos de 0,2% indígenas

O Quero Bolsa oferece um teste online para identificar se os interessados neste formato de graduação possuem o perfil para concluir o curso. São perguntas que avaliam o percentual de compatibilidade com o ensino a distância.

FONTE: G1

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