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Novo programa do MEC, ‘future-se’ causa desconfiança

instituições avaliam o future-se

O Ministério da Educação elaborou um novo programa, cujo deu o nome de ‘future-se’. A estratégia é para aumentar as verbas do ensino superior público brasileiro. O programa foi anunciado publicamente nesta quarta-feira (17). O projeto ainda passará por consultas públicas, discussões internas e projetos de lei. 

Veja mais detalhes do novo programa no link a seguir: https://www.2em1consultoria.com.br/future-se-programa-do-mec-para-aumento-de-verbas/

A ideia causou desconforto e uma certa desconfiança ao recém eleito presidente da União Nacional de Estudantes (UNE), o goiano Iago Montalvão, que afirmou que o novo programa é um programa imposto para chantagear algumas universidades.

Iago disse que os estudantes querem o recurso aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) 2018, referente ao exercício deste ano, imediatamente, pois muitas universidades podem não começar o semestre. Segundo o MEC, o Future-se deve destinar R$ 102,6 bilhões às universidades federais, sendo que, deste montante, R$ 50 bi já eram previstos no orçamento, mas isso não será feito de forma célere.

O presidente da UNE afirmou ainda que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, havia dito que posteriormente iria convidar a União Nacional dos Estudantes para uma conversa, porém Iago Montalvão disse que duvida muito que o ministro faça tal coisa e se vier a acontecer, a UNE irá exigir a verba de volta para as universidades e vai se opor ao programa.

Para entender melhor, o programa é divido em 3 eixos:

Eixo 1: Gestão, governança e empreendedorismo.

O eixo é a principal ancoragem para o capital privado nas instituições. O programa defende que institutos e universidades se aliem a diversos modelos de fundos de investimentos para ampliar suas receitas e criar ambientes favoráveis aos negócios.

O eixo 1 ainda se divide em 3 tópicos: Fundos de investimentos imobiliários; Fundos patrimoniais; Ceder naming rights e ações de cultura.

Eixo 2: Pesquisa, inovação e internacionalização.

Nos eixos de pesquisa e inovação, o governo fala em criar um portfólio das boas práticas existentes nos institutos e universidades federais e buscar recursos internacionais, que possam ser utilizados na modernização de parques tecnológicos ou na geração de patentes. O MEC defende ainda a parceria com instituições internacionais de ensino para a oferta de cursos à distância, gratuitos ou pagos, que gerem créditos aos estudantes brasileiros.

Eixo 3: Pela cultura do esforço.

Outro ponto defendido pelo programa é o de premiar as melhores iniciativas das instituições e dos professores, que serão incentivados a buscar rentabilidade a suas produções acadêmicas, em uma perspectiva individual.

(Fonte Carta Capital e Jornal Opção)

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