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Pesquisa

Science publica estudos sobre óleo em praias brasileiras

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Um tema importante para ganhar as capas de uma das mais importantes revistas científicas do mundo. Dois estudos apoiados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sobre o impacto do derramamento de óleo nas praias brasileiras ganharam as páginas da revista norte-americana Science na última sexta-feira, 10 de janeiro.

Um dos autores dos trabalhos é Marcelo Soares, biólogo e mestre em Ciências Marinhas Tropicais pela Universidade Federal do Ceará (UFC), doutor em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com pós-doutorado na Universitat Autònoma de Barcelona. De acordo com ele, os estudos abordam aspectos sociais, econômicos, ecológicos e políticos do desastre. “Os impactos decorrentes dos derrames vão durar por décadas”, afirma.

De acordo com o pesquisador, a publicação dos estudos em uma revista conceituada é importante para mostrar a necessidade de articulação nacional e internacional, do apoio às comunidades atingidas, como os pescadores, e de muita pesquisa científica de qualidade para entender os impactos do derrame de óleo no Brasil. Além disso, os estudos servem para promover ações de reparação de danos, monitoramento e recuperação dos ecossistemas impactados.

Os trabalhos – Soares ressalta que o primeiro trabalho apontou que o derramamento de óleo é mais extenso do que se imaginava: mais de 3 mil quilômetros. “Detectamos também que o óleo já atingiu mais de 40 unidades de conservação. Todos estes ecossistemas têm um capital natural com grande oferta de bens e serviços ambientais à nossa sociedade, como geração de alimento, captura de carbono, regulação do clima, manutenção da biodiversidade e controle de poluição”, explica.

Já o segundo trabalho publicado pela Science chama a atenção para os impactos do óleo nos bancos dos chamados rodólitos, que são ecossistemas marinhos compostos principalmente por algas calcárias, sendo abundantes na costa brasileira, em uma área aproximada de 229 mil quilômetros quadrados. “É necessário olhar com atenção especial para esses ambientes no fundo do mar”, ressalta Soares.

Papel da Capes – Os trabalhos são frutos das ações de internacionalização da Capes nos últimos anos, como a Escola de Altos Estudos, de apoio à pós-graduação, professores internacionais visitantes e, atualmente, o Capes-Print, fundamental para melhoria da qualidade da nossa produção científica, intercâmbio de pesquisadores e formação dos nossos alunos. “A Capes tem um apoio imprescindível”, afirma Soares.

Fonte: Portal MEC

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